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Estação de Comboios - Caxias
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Debruçada sobre o Tejo e elevada a vila em 1997, Caxias, pertence ao
concelho de Oeiras. Estirada frente ao Tejo, tem no farol da Gibalta um
dos seus símbolos. Mas há outros, como o Forte de Caxias, construído
entre 1879 e 1886, tendo passado a adoptar o nome de Rei D. Luís em
1901. A sua utilização como estabelecimento prisional data de 1916,
tendo ficado conhecido durante o Estado Novo como uma das prisões que
mais presos políticos albergou. A libertação destes presos após o 25 de
Abril de 1974 foi um dos momentos de glória da história desta
localidade.
A
Carta Arqueológica do Concelho de Oeiras identifica quatro estações no
território hoje correspondente à freguesia de Caxias, que fazem
remontar o seu povoamento original aos tempos do Paleolítico.
Em
1660, na época da restauração, construiu-se o Forte de São Bruno, à
beira-rio, cuja recuperação, bem como do espaço envolvente, constitui
actualmente uma interessante alternativa para os tempos de lazer.
Imóvel de interesse público desde 1978, é a primeira de uma série de
fortificações marítimas que se encontram ao longo do litoral e que
serviram como postos de defesa a possíveis incursões inimigas por mar.
Mandada
erguer no século XVIII pelo Infante D. Francisco, filho de D. Pedro II
e de D. Maria Sofia Neuborg, a Quinta Real de Caxias é uma das típicas
quintas nobres em moda na época. Serviu para uso real e foi residência
de Verão de vários reis. A Câmara Municipal de Oeiras estabeleceu um
protocolo com o Estado-maior do Exército para a recuperação, manutenção
e utilização dos luxuosos jardins, iniciativa que mereceu o Prémio
Europeu atribuído à Recuperação de Jardins Históricos e permitiu que,
hoje, o Jardim do Paço Real esteja aberto ao público, com entrada
livre.
Em 1889 foi inaugurada a ferrovia Pedrouços-Cascais,
com via dupla apenas até Caxias, o que fomentou o seu crescimento. O
zelo votado à estação ferroviária de Caxias veio mesmo a merecer, em
1984, uma Menção Honrosa no concurso Estações Floridas. In: cp.pt
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